(Este texto foi escrito em homenagem a todos os meus novos amigos da universidade. Aos conhecidos e aos que ainda irei conhecer.)
Este ano, mesmo contra a indicação de muita gente, realizei uma aparente loucura. Deixei um emprego de servidor público, com chances de crescimento e com um bom salário, para tornar-me novamente um estudante. Em outra ocasião escrevo melhor sobre esta história explicando-a com detalhes. A questão é que comecei a estudar na Universidade Federal Fluminense. O curso? Bacharel e Licenciatura em Física. Não sou maluco! Bem, depende se você esta observando de um referencial inercial ou não. Não entendeu? O pessoal da Física, sim. E ali neste ambiente tão propício a formação de laços fortes de amizade e companheirismo, não poderia eu ficar fora desta experiência tão fabulosa de atravessar as salas interiores da minha própria vida e entrar nas salas dos outros, conhecendo-os, aprendendo com eles e ensinando também.
Neste pequeno caminho que já trilhei, fico muito feliz pela quantidade e, o mais importante, pela qualidade das relações que tenho experimentado. Sigo agora falando um pouco sobre alguns grandes amigos que tenho o prazer de homenagear, e antecipadamente peço perdão, pois seria impossível falar sobre todos.
No primeiro semestre descobri que essa história que no curso de Física só tem mulher feia é uma tremenda mentira (outra coisa que depende do referencial), cheguei a esta conclusão ao conhecer uma jovem chamada Fernanda, que é o oposto do estereotipo tão anunciado, ela é linda, ama livros e é super divertida. Percebi também, que a minha atitude de deixar o emprego, na verdade era digna de uma medalha de bronze se comparada à do meu amigo Vladimir, um homem inteligente e gentil. Ele deixou o frio do sul do país para enfrentar o calor do Rio de Janeiro. Você sabe porque? Não, claro que não, eu não escrevi ainda! Ele queria estudar, mas um pouquinho, já que já possuí a licenciatura em Física. Vladimir é um dos poucos homens que conheço que consegue tratar com carinho as pessoas sem nunca deixar a postura de firmeza muito característica de homens do passado. O admiro!
Seis meses foram suficientes para encontrar uma Musa Inspiradora. Sim, o nome dela é Tamíris Regina. Ela nem sabe porque eu a chamo por este apelido (Musa). Passei um período de muita dificuldade, e não estava podendo assistir as aulas. Meu rendimento estava caindo. Em uma das aulas essa pessoa maravilhosa, tão cativante, mas que por vezes parece não perceber isso, estava respondendo todas as perguntas que o professor fazia. Pensei com meus botões (eu realmente uso camisa com botões): Puxa, quero ser como ela um dia! Surgia neste momento uma admiração, que virou carinho e que se transformaria em uma amizade, quase seis meses depois.
Em nossa sala existem quatrocentos e setenta e três Rodrigos, faz-se necessário então dizer a origem toda vez que falamos de um deles, como se fazia antigamente. Rodrigo de Guapimirim: Esse cara faz qualquer um se sentir a pessoa mais importante do mundo. Em um mundo onde as pessoas ouvem, já pensando na resposta que vão dar a uma pergunta que não foi feita, Rodrigo simplesmente, ouve, com atenção, reverência, humildade. Isso é de mais!
Sabe aquele cravinho que fica em cima do beijinho de coco? Aquele doce que tem muito em festa de criança? Ele, o cravinho, faz toda a diferença. Sem o cravinho; não há beijinho. Ísis Vianna. Ela é assim. Reservada, séria, discreta, mas faz toda a diferença. Certa vez me peguei observando-a e questionando a mim mesmo: Como ela pode transmitir tanta força e tranqüilidade ao mesmo tempo? Pensei em arvores grandes. Balançando seus galhos tranqüilamente ao sabor do vento. Árvores fortes e com raízes profundas. É isso.
Quem olha para a Natália e vê uma menininha linda, está certo, mas com visão limitada. Quando olho para ela, vejo uma jovem com sede de crescimento, com desejo de construção, e transformação. Cada dia é uma oportunidade de avançar, mudar, experimentar, e porque não, voar. Esta sede pelo novo, pela descoberta é algo que muitos de nós vamos perdendo com o passar dos anos e acabamos nos acomodando, enquanto há tanto a aprender. Ela não perdeu.
Há dias em que um sorriso muda tudo. Uma frase de carinho. Um abraço. Existem pessoas que conseguem perceber esses dias quase que instintivamente. Transformam o mundo cinza e branco dos outros, em um colorido de flores perfumadas. Apenas com um gesto. A Dayane é uma dessas pessoas.
Fiz muitos amigos. É difícil falar apenas um parágrafo de cada um. Mais difícil ainda escrever sobre tudo o que tenho vivenciado com todos eles. Camila, Artur, Istela, Tamiris (Anginho, ou Tatá), Rômulo, os Rodrigos, Nilo, Kaila, Angelica, Alexandre, Taís, Vanessas, Diego, Yuri, são muitos, cada com suas características especiais. Nunca mais seremos os mesmos. Em um relacionamento, breve ou longo, superficial ou profundo, sempre se perde, sempre se ganha. A cada contato, perdemos um pouco de nós, e ganhamos um pouco do outro. De forma muito sutil nos ligamos cada vez mais, e para sempre. Agradeço a Deus todos os dias por essas oportunidades.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
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Tiago, sinto um orgulho imensurável por seres um homem tão sábio e sensato,agradeço-lhe por me incluir na sua descritividade de sentimentos em relação a nossa turma.Ès um ser humano q possui todas as qualidades q a sociedade moderna necessita para q haja compreeção entre as pessoas.Fique na paz meu amigoo e lembre-se q entre nós sempre existira uma reciprocidade sentimental q vá além de qualquer interpretação cientifíca.
ResponderExcluirbabyyyyy
ResponderExcluirachei linda a ideia q vc tem de nossos amigos..espero q essa seja apenas o inicio de uma longa jornada...saudades..adoro te
bjus
Fiz o blog só pra comentar aqui *-*. Enfim , eu amei esse texto, não sei por que , mais eu amei. Tá talvez eu saiba, acho que a maneira como você descreve cada um, a maneira que você fala dos seus amigos é unica, eu , sinceramente, nunca vi alguem falar assim.
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