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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Deixando o cântaro

Em 2009 o relatório anual das Nações Unidas fez terríveis projeções para o futuro da humanidade. A ONU prevê que em 2050 mais de 45% da população mundial não poderá contar com a porção mínima individual de água para necessidades básicas. Segundo dados estatísticos existem hoje 1,1 bilhão de pessoas praticamente sem acesso à água doce. Estas mesmas estatísticas projetam o caos em pouco mais de 40 anos, quando a população atingir a cifra de 10 bilhões de indivíduos. Os dados utilizados pela mídia mundial para quantidade de água no planeta são: De toda a água disponível na terra 97,6% está concentrada nos oceanos. A água fresca corresponde aos 2,4% restantes. Você acha 2,4% pouco? Então ouça isso: destes 2,4% somente 0,31% não estão concentrados nos pólos na forma de gelo. Resumindo: de toda a água na superfície da terra menos de 0,02% está disponível em rios e lagos na forma de água fresca pronta para consumo. Se um copo d’água de 300 ml representasse toda água do planeta, o correspondente à água doce seria aproximadamente uma colher de chá.
Água é vida. A vida está acabando.

A história que se segue aconteceu à quase 2000 anos atrás, em uma cidade na região de Samaria chamada Sicar, no Oriente Médio. Havia nesta cidade uma mulher marcada pela dor, com a vida em frangalhos. Já tinha passado por vários relacionamentos amorosos, não encontrando em nenhum deles o verdadeiro amor. Nesta época uma mulher que vivia com um homem sem casar-se com ele era posta às margens da sociedade, era apontada nas ruas, de forma que esta mulher não poderia freqüentar os mesmos ambientes que todas as outras. Diariamente ela saia de sua casa e andava até o poço fora da cidade para buscar água. A fim de evitar transtornos, ela não realizava suas tarefas no início do dia como todas as outras, mas buscava água para começar seus afazeres por volta de meio dia, quando não tinha mais ninguém perto do poço.
Certa vez, saindo da cidade em direção ao poço, a mulher percebe que há alguém sentado à beira do poço. – Ai! Só me faltava essa agora. Vou ter que ouvir piadinha. – Ela pensou até em voltar, mas precisava lavar roupa, fazer comida, lavar a casa, separar água para beber; precisava da água. Com os olhos para baixos, por vezes olhava para frente, para seu destino, o poço. Aproximando-se ainda mais, teve um susto, hesitou continuar – Não posso mais voltar, estou muito perto – pensou. Era bem pior do que ela esperava, estava claro que o homem que estava sentado à beira do poço era um judeu. Pra você entender, os judeus eram para os samaritanos assim como os corintianos para os cruzeirenses, ou vascaínos para flamenguistas. A mulher chegou bem devagar, em silencio, e o mais rápido possível, começou a tirar água do poço e encher o seu cântaro. Então o inesperado aconteceu. – Ei, moça! – falou o homem. A mulher olhou em volta. – Quem? Eu? – O homem sorriu. Quem mais poderia ser? – Me de água para que eu beba. – Agora estava ainda mais espantada. – Senhor, não é por nada não, mas tu és judeu, e eu samaritana, por que o senhor esta falando comigo? – disse ela. – Se você soubesse com quem esta falando, na verdade estaria agora pedindo água, e eu te daria água viva. – Ele disse isso com muita simplicidade, mas esse ensinamento é na verdade o segredo para uma vida plena e feliz, o segredo que aquela mulher conheceu. Ela diariamente buscava água naquele poço, assim como diariamente buscava a vida. A cada dia ela procurava cumprir seus afazeres sem incomodar ninguém e sem ser incomodada. Abrindo mão até se sua felicidade para isso. Mas naquele dia, ela encontrou alguém que não se importou com seu passado. Não se importou com sua origem, sua cor, suas convicções políticas e ideológicas, mas sim com a sede que ela sentia. Este homem estaria para mudar sua vida. Ela só precisava de uma coisa. Aceitar o pedido. Ele disse “Me de sua água”, ou seja, me dê sua vida, me de o seu sustento, me entregue o que você tem de mais precioso, e em troca eu vou te dar a minha vida, a vida abundante e a vida eterna.
Este homem É Jesus. O mesmo convite que foi feito a ela é feito a você. Há apenas duas opções. Abraçar o cântaro. Agarrar as coisas dessa vida que nunca nos satisfazem por completo. Sabendo que um dia essa água, essa vida, vai acabar. Ou deixar o cântaro com Jesus Cristo. Permitindo que não só você, mais todos os seus encontrem um amor que nunca erra, um amigo que nunca falha, uma vida que nunca acaba, uma água que nunca falta. A opção da mulher foi deixar o cântaro. Sua família e toda a sua cidade encontraram Jesus, e ela passou de rejeitada a respeitada, e de desacreditada a aquela que anunciou a verdade. E você? Qual escolha você faz? Jesus se alegrará ao velo deixando o cântaro.


“Deixou, pois, a mulher, o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo?(..) E muitos samaritanos daquela cidade creram nEle(...)”
João 4: 28, 29 e 39a.



BIBLIOGRAFIA


HITCHCOCK, Roswell D.; Bíblia de estudo. Temas e concordância. Rio de Janeiro. 2005.
João 4: 1 ao 42; João 10: 10

http://pt.wiktionary.org/wiki/c%C3%A2ntaro. Acesso em 08 de junho de 2009 às 11:12 horas.

http://www.geologo.com.br/aguahisteria.asp. Acesso em 06 de junho de 2009 às 14:35 horas.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O olhar de Taísa

Eu tenho uma sobrinha com dois anos de idade. Seu nome é Taísa. Ela é linda. A avaliação esta sendo a mais imparcial possível. Um dia desses, eu estava na loja da minha família, aonde trabalho todas as manhãs, e ela chegou com sua mãe. Ela é muito obediente mas, como qualquer criança, gosta de correr, brincar e “olhar” com os dedos tudo o que é novo. Ela corria de um lado para o outro olhando tudo, tocando tudo, e percebi que de vez em quando ela olhava de rabo de olho para mim, assim como quem pensa: Quem é esse moço falando com minha mãe? O que é normal porque ela realmente não tinha muito contato comigo, e a ultima vez que a vi ela ainda era bem menor. Acertada as coisas com sua mãe cheguei perto da Taísa e agachei-me. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ela veio em minha direção e me abraçou, um abraço forte, verdadeiro cheio de carinho. Afastou-se um pouco e me deu um beijo na face. Segurou meu rosto com as duas mãozinhas e olhou dentro dos meus olhos. Fiquei constrangido com a sinceridade daquele olhar. Depois de alguns segundos que pareceram horas, ela perguntou – Qual é o seu nome? – disse meu nome, e logo que disse ela meneou a cabeça em sinal afirmativo com uma convicção que me transmitiu a certeza que ela jamais esqueceria de mim. Foi maravilhoso.

Fiquei a meditar na atitude da Taíse. Ela não me conhecia. Não sabia nada sobre mim. Não sabia nem ao menos o meu nome. Mas mesmo assim ela demonstrou amor. Ela não precisou dizer que me amava. Eu pude sentir. Naquele momento ela me amou, sentiu que eu ia embora, e que seria horrível se eu fosse sem que ela soubesse meu nome. Ela tinha tanto amor dentro de si que na primeira oportunidade ela o lançou sobre mim. Sem pedir nada em troca. O olhar dela foi fundo na minha alma, a tocou, e fui impactado por este toque.

As pessoas não olham mais nos olhos uma das outras. Estamos protegidos por muros altos que construímos dentro de nós mesmos. Nós queremos resultados, fazemos testes, avaliações, pré-conceituamos e depois buscamos atitudes que validam o nosso pré-conceito. Muitas vezes falamos do amor, mas não o vivemos. Seria tão bom se nós tivéssemos uma atitude semelhante à da Taísa, a atitude de uma criança. Se estivéssemos dispostos a amar primeiro e perguntar depois. Dispostos a aproveitar todas as oportunidades, e lançar amor sobre as pessoas. A criança aprende a demonstrar amor, antes de aprender a falar sobre ele. A criança sorri para todos e o tempo todo. Se nós sorrimos antes do término de uma piada, ela se torna engraçada! Que tal sermos uma metralhadora de amor, disparando sorrisos para todos, todo o tempo? Olharmos mais nos olhos dos que passam por nós? Por que não escolhermos amar primeiro, e conhecer depois? Vamos ser como uma criança? Crianças são felizes. Crianças são inocentes. Crianças são sinceras. E delas é o Reino de Deus.

Desculpas!!

Muito me preocupo com o alimento que ofereço aos meus alunos e aos meus discípulos. E é esta mesma preocupação e respeito que eu guardo pelos amigos que acompanham este blog. Isso não justifica o atraso na postagem dos textos, mais é o porquê do atraso, já que não tendo escrito nada relevante, propus-me a não lançar mão da solução de continuidade, oferecendo alimento ainda verde, sem sabor e sem nutrientes suficientes. Desculpe-me mais uma vez e obrigado por fazer parte deste projeto. Postarei textos as segundas-feiras, não mais aos sábados como havia escrito.
Faça seu comentário, ele é o meu termômetro. E eu quero chegar aos cem graus Celsius. Obrigado!


Ainda hoje, antes das 12:00 h, um novo texto.